MDT e MDS: entenda as diferenças no mapeamento aéreo

MDS gerado por mapeamento aéreo com drone

MDT e MDS são produtos utilizados para representar características de elevação de uma área. No entanto, eles não mostram exatamente a mesma superfície e, por isso, atendem a necessidades diferentes.

O Modelo Digital de Superfície considera elementos existentes acima do terreno, enquanto modelos voltados ao terreno procuram representar a superfície do solo. Dessa forma, escolher o produto correto influencia diretamente a interpretação dos dados.

O USGS diferencia modelos de superfície, que podem representar edifícios, árvores e outras estruturas, de modelos voltados ao terreno subjacente. USGS

O que é um MDS?

O Modelo Digital de Superfície representa as elevações encontradas na parte superior dos elementos presentes na paisagem.

Assim, construções, copas de árvores e outras estruturas podem fazer parte da representação.

Por exemplo, um MDS de uma área urbana pode mostrar a elevação dos telhados em vez da altitude do terreno localizado abaixo das edificações.

Nesse sentido, o produto se torna útil quando o objetivo envolve compreender a superfície visível e seus elementos.

O USGS utiliza a sigla DSM para Digital Surface Model e descreve esse produto como uma representação que pode incluir vegetação e estruturas construídas. USGS

O que é um MDT?

O Modelo Digital de Terreno busca representar as características do terreno, reduzindo a influência de objetos acima do solo.

Por isso, o processamento precisa distinguir elementos como vegetação e construções quando o projeto exige uma superfície de terreno.

Além disso, o conceito de DTM pode variar conforme a metodologia e a instituição. Em algumas definições, ele representa uma estrutura de pontos e linhas de quebra utilizada para caracterizar a forma do terreno.

Dessa maneira, é importante compreender não apenas o nome do produto, mas também como o dado foi criado.

Essa diferença terminológica aparece inclusive nas definições técnicas do USGS. USGS

MDT e MDS no mapeamento com drones

 

O processamento fotogramétrico consegue gerar informações tridimensionais a partir de várias imagens sobrepostas.

Em seguida, softwares identificam pontos comuns e calculam sua posição espacial.

Consequentemente, o levantamento pode originar nuvens de pontos e modelos de elevação.

No entanto, transformar esses dados em uma representação adequada do terreno exige processamento compatível com a finalidade do projeto.

Por isso, um levantamento voltado à topografia, planejamento ou análise ambiental pode exigir tratamento diferente daquele utilizado para visualizar edificações e vegetação.

Quando utilizar um MDS?

O MDS é interessante quando os elementos acima do solo fazem parte da análise.

Por exemplo, estudos envolvendo edificações, estruturas ou vegetação podem aproveitar informações sobre a superfície superior desses objetos.

Além disso, modelos de superfície auxiliam visualizações tridimensionais e análises em que a geometria dos elementos existentes possui relevância.

Assim, o produto pode complementar ortomosaicos e outros dados do levantamento.

Quando utilizar um MDT?

O MDT ganha importância quando o profissional precisa compreender principalmente a forma do terreno.

Nesse contexto, ele pode apoiar análises relacionadas a relevo, declividade, planejamento e características topográficas.

Da mesma forma, informações sobre o terreno podem servir de base para outros cálculos e produtos cartográficos.

Por outro lado, a qualidade final depende das condições de aquisição e da capacidade de separar adequadamente os elementos que não pertencem ao solo.

MDT, MDS e ortomosaicos trabalham juntos

Não existe necessariamente uma competição entre MDT e MDS. Cada produto responde a uma pergunta diferente.

Além disso, um mesmo projeto pode utilizar modelos de elevação junto a ortomosaicos, fotografias aéreas e informações georreferenciadas.

Dessa forma, a equipe consegue analisar tanto a aparência da área quanto suas características tridimensionais.

Consequentemente, o levantamento oferece uma base mais completa para decisões técnicas.

Escolha o produto de acordo com o objetivo

Antes do voo, a equipe precisa compreender quais informações o cliente pretende extrair.

Por isso, definir o objetivo do levantamento é tão importante quanto escolher o drone ou o software.

Por fim, o uso adequado de MDT e MDS permite transformar imagens aéreas em representações técnicas que apoiam engenharia, planejamento e análise territorial.

A GeoEspectra desenvolve serviços de Mapeamento Aéreo capazes de gerar ortomosaicos, modelos digitais, nuvens de pontos e outras informações geoespaciais. Inspeções Térmicas e Mapeamento Aéreo.

MDT gerado por mapeamento aéreo com drone